Não há nada melhor no mundo do que vc sair e ir pra um outro plano, um outro mundo, uma outra dimensão, diferente do ambiente da sua casa, da realidade do dia-a-dia que te sufoca, e ir pra um lugar onde todos gostam das mesmas coisas que vc e estão todos ali com o mesmo objetivo.; conhecer novas pessoas, fazer amizades e expandir horizontes.
Foi isso o festival de Ouro Branco. Vai deixa muito mais saudades que o Festival de Juiz de Fora. Além de eu ter tido que cair de novo na dura realidade que é minha vida (essa dificuldade toda de tentar estudar música), em Ouro Branco as pessoas ficaram muito mais próximas. Comíamos, dormíamos, assistíamos a concertos, andávamos juntos. Conhecíamos uns aos outros expontaneamente. Foi muito bom. Apesar do nível lá ser altíssimo, eu não me senti excluída (por ser inferior, lógico). Conheci muita gente, fiz amizades e espero encontrá-los sempre por aí.
Até o festival de Ouro Branco ano que vem, lógico.
Voltamos a dura realidade de... Juiz de Fora.
Não vou fazer São João Del rei (vestibular pra música) ... e em mais lugar nenhum esse ano. Sabe lá Deus quando. As coisas estão tranquilas por enquanto em casa, na família. Não andam brigando comigo, me dão certo apoio. Estou feliz. Mas tenho medo. De verdade. Porque daqui a uns dias, horas, ou sei lá quando, o clima bom vai mudar, vai começar tudo de novo, vão me atormentar de novo e me por pra baixo. Não sou pessimista não, é experiência. Cansei de ser crente. Sou mesmo cética. Mas gostaria que tudo continuasse bem até o ano que vem, pelo menos.
Estou no Rio de Janeiro. Visitei a família. Teve uma festa aqui. Eu vim e me senti como naqueles Natais antigos em que eu tava cercada de gente mas me sentia sozinha. Normal, eu não me importo mais.
Fui assisti um concerto em que um novo amigo tocou no teatro Municipal e estou aqui, matando meu tempo pouco útil.
A única coisa que eu quero é fazer música, permita-me, Meu Deus.
domingo, 21 de outubro de 2007
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