sábado, 27 de outubro de 2007

Dilema do Ouriço

Sou daquelas que nunca aparece em fotos alegres. O motivo mais otimista é que eu tiro fotografia melhor do que a maioria, então as pessoas aproveitam a foto que eu bato. As demais fotos parecidas vão pro fundo do baú.
Sou daquelas que as pessoas evitam por medo. O primeiro motivo pode ser porque sou mal encarada (e estranha), principalmente à primeira vista. O segundo é que depois do primeiro contato eu me sinto muito a vontade de amolar a pessoa até ela criar um muro de concreto para me evitar.
Sou daquelas que sabe fazer várias coisas e na verdade não sabe nada. Sou pseudo em tudo e hoje em dia não engano a mais ninguém. Na verdade, sou muito burra.
Sou daquelas que não tem permissão de depender da ajuda de ninguém pra conseguir dar os primeiros, os segundos e os terceiros passos.
Sou daquelas que se acha muito madura e calejada pela vida [mas o qe são 20 anos, uma eternidade, hein] e que passa a vida inteira enchendo o saco das pessoas, dando conselhos idosos como uma índia velha. Na verdade, não sei cuidar da minha vida e não sei quando eu saberei.
Sou sozinha, sempre fui e sempre vou ser. Faz parte da minha "natureza". da minha infelicidade

3 comentários:

Rodrigo disse...

Odeio pessoas no geral. Eu sempre as machuco. Ou elas sempre me machucam. Isso é questão de tempo para acontecer. Por isso evito bastante me aproximar das delas. Te entendo e MUITO.

jamesmcbryan disse...

Parabéns pela sua auto descoberta.
Ainda que já façam quase 4 anos
dela.

Identifiquei-me muito com isso e
acho que é exatamente o meu caso.

Espero que vc esteja melhor e que
tenha encontrado meios para lidar
com o seu dilema. E, se conseguiu,
por favor, assine o livro de
visitas do meu blog e me conte
como foi.

Namastê

James McBryan

Lorena ;D disse...

Eu sou assim também. Não suporto pessoas me machucarem, e faço a mesmíssima coisa, amolo os outros pra ficarem longe de mim. Quanto mais perto, mais elas machucam.

É engraçado dizer, mas sou feliz triste. É isso mesmo.
Viver na solidão... eu chego a achar até poético.